O que achou da prestação de Portugal no Euro 2012?

Copa Libertadores: Corinthians Campeão!


Brasil e Argentina, mais particularmente Corinthians e Boca Juniors, disputaram a final da Copa Libertadores!
Contrariamente ao que acontece entre nós com a Liga dos Campeões, a final da Libertadores dá-se a duas mãos, sendo que, neste caso, a primeira se disputou em casa do Boca Juniors e a segunda em casa do Corinthians. Além disto, não existe (apenas na final) o critério de golo marcado fora para desempatar, pelo que, existindo um empate no primeiro jogo, ainda que seja com golos, terá sempre que existir a vitória de uma das equipas no segundo jogo.

Comecemos pelo primeiro jogo, em que o Corinthians conseguiu um empate a 1, fora do seu estádio, resultado extremamente motivador para a segunda mão. Ora, este encontro esteve directamente associado a um nome, de um jovem jogador que muito promete no futebol brasileiro, Romarinho! É verdade, o nome que faz lembrar o lendário avançado brasileiro Romário parece ter condições para voltar a escrever uma página de glória na história do futebol.
De facto, esta jovem promessa tinha já marcado os dois golos na vitória sobre o Palmeiras, tendo agora contribuído de forma decisiva para a conquista da mais importante prova de clubes da América do Sul, com um golo ao jeito de Messi, picando a bola por cima do guarda redes, com uma calma e classe impressionantes. E só entrou em campo  aos 83 minutos de jogo! O Pé d´Atleta, pelo que tem visto, entende que este jogador pode vir a ser um caso de sucesso. Relativamente ao jogo, nada de muito espectáculo, com uma grande tensão entre as duas equipas. O Corinthians a resistir às investidas iniciais do Boca, tentando sair em contra ataque e do lado dos argentinos, um senhor chamado Riquelme, que comandava as tropas, fazendo a sua equipa jogar através da enorme qualidade de passe, que conserva ao melhor nível apesar dos seus 34 anos.
E foi dele a marcação do canto que viria a dar vantagem ao Boca, com golo de Roncaglia, após desvio de Santiago Silva. A equipa da casa continuou a ter o jogo a seu favor, chegando mesmo a rematar à trave da baliza de Cássio, por intermédio de Viatri.
Como quem não marca acaba por sofrer, o Boca acabou por conceder o empate ao Corinthians, que, por Romarinho, levou a decisão para o Brasil.

Segunda mão no Pacaembu em São Paulo, casa do Corinthians, com um ambiente ao rubro, capaz de intimidar qualquer adversário. A missão do Boca Juniors era difícil, especialmente se considerarmos que, nesta edição, o Corinthians apenas concedeu um golo em sua casa, marcado por Neymar nas meias finais. No entanto, já em 2000, 2003 e 2007 o Boca tinha ganho a Libertadores em terras brasileiras, derrotando o Palmeiras, Santos e Grémio, respectivamente.
O jogo até começou com mais bola para o Boca, que tentou por diversas vezes chegar à baliza adversária. O problema é que do outro lado estava uma defesa extreamente sólida, que não se deixou impressionar com as investidas de Riquelme, Santiago Silva ou Pablo Mouche, afastando sempre o perigo sem que Cássio tivesse que se aplicar.


Foi então que o Corinthians começou a assustar, aproveitando o seu forte jogo pelas alas, com Emerson (mais conhecido por Sheik) em evidência, criando vários lances de perigo e assumindo-se como uma forte dor de cabeça para os defesas argentinos.
Deste modo, foi com naturalidade que ao minto 53, Emerson deu vantagem à equipa da casa, num golo de belo efeito.  E o Corinthians nunca mais perdeu o controlo do jogo, continuou a atacar e chegou ao 2-0 pelo inevitável Emerson, herói da partida, que aproveitou um erro do defesa central Schiavi para "matar" esta final, dando aos adeptos brasileiros uma alegria inexplicável.



O Pé d´Atleta elege como figura da final, Emerson, pelos seus dois golos e pela assistência para Romarinho no jogo da primeira mão.
Resta-nos esperar pelo Mundial de Clubes, a acontecer no Japão entre 12 e 16 de Dezembro, em que o Corinthians poderá vir a enfrentar na final o Chelsea, campeão europeu. Isto se não acontecer nenhuma surpresa.
 
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Movimentações no Mercado (4): Futebol Internacional

Miguel Veloso (Génova - Dinamo Kiev)

Um dos "cala-críticos" da selecção portuguesa no Euro 2012, fruto das suas sólidas prestações na posição número seis, há de ter seduzido os observadores locais, trocando o Génova pelo clube mais representativo da capital ucraniana, segundo classificado na Premier-Liha 2011/12 (atrás do Shakhtar Donetsk).
De acordo com a imprensa daquele país, o negócio terá envolvido o dispêndio de um montante entre os 7 e os 8,5M de Euros, num contrato válido por quatro temporadas. A par de Niko Kranjcar, o atleta luso representa o segundo reforço estrangeiro do Dinamo com o rótulo de internacional. Na nossa opinião, uma excelente aquisição para atacar o playoff de acesso à fase de grupos da liga milionária.  
26 anos, esquerdino, bom sentido posicional e capacidade de passe acima da média. Terá condições para garantir um lugar no onze, apesar da concorrência de alguns jogadores já credenciados no plantel com capacidade para ocupar a mesma posição (como o croata Vukojevic).

Mario Mandzukic (Wolfsburgo - Bayern de Munique)

Deu nas vistas na linha da frente da selecção croata, apontando três golos no mesmo número de jogos. Combativo, jogo aéreo apurado e com assinalável veia goleadora - marcou doze golos na Bundesliga na época passada - por certo acrescentará qualidade ao sector ofensivo da formação bávara. Curiosamente, chega pouco depois da confirmação da saída do seu compatriota Ivica Olic.
A transferência, ao que foi possível apurar, rondará os 13M de Euros. Claudio Pizarro, veterano internacional peruano, já havia sido contratado pelo Bayern neste defeso, embora acreditemos que o croata tenha clara vantagem na disputa por um lugar. E depois ainda há um tal de Gomez... Os alemães prometem competitividade dentro e fora de portas na época que agora se prepara.

Marko Marin (Werder Bremen - Chelsea)

Di Matteo, até ao momento, não terá grande razão de queixa dos reforços que lhe têm posto em mãos. Se Eden Hazard, um dos mais cobiçados do futebol europeu, deixou os adeptos dos blues de água na boca, o internacional alemão garantidamente não há de lhe ficar atrás no que a talento diz respeito. Jovem (23 anos), tecnicista, explosivo, o por alguns apelidado de "german Lionel Messi" tudo para brilhar ao mais alto nível na Premier League e na Champions. Como não há fome que não dê em fartura, ao clube londrino não faltarão agora elemento desequilibradores e com magia nos pés. 
O contrato vale até 2017, tendo-lhe sido aposta uma simpática cláusula de rescisão de 55M. E custou apenas 8M... Atrevemo-nos a antever esta aquisição como uma das mais promissoras desta janela de mercado

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Movimentações no Mercado: Futebol Nacional

Ola John (Twente-SLBenfica)


Extremo holandês, nascido na Libéria, troca o Twente pelo Benfica, numa transferência orçada em cerca de nove milhões de euros, tornando-se na terceira transferência mais cara da história do clube.

Jogador de 20 anos, assinou contrato com os encarnados por cinco temporadas, ficando com uma cláusula de rescisão de 45 milhões de euros.
Internacional sub-19 pela Holanda, actua preferencialmente pelo lado esquerdo do ataque, sendo que, na última temporada se destacou como líder do ranking de assistências (6) da fase de grupos da Liga Europa. Inclusivamente, nos jogos efectuados contra o seu actual clube, mostrou já aos seus novos adeptos grandes dotes de futebolista com qualidade, nomeadamente no que respeita à técnica e velocidade.
Parece-nos um reforço importante para o plantel às ordens de Jorge Jesus, sobretudo pelo facto de aumentar o leque de opções para as "asas" da equipa e ainda mais se se confirmar a saída de Nico Gaitán para um grande do futebol europeu.

Zacaria Labyad (PSV-SportingCP)

Jogador marroquino proveniente do PSV, da Holanda, assina pelo Sporting a preço zero. Tem apenas 19 anos e pode actuar como extremo, nos dois flancos, e ainda como "10", nas costas do ponta de lança.
Assinou contrato por cinco temporadas e tem uma cláusula de rescisão de 50 milhões de euros.
Formado nas camadas de formação do PSV Eindhoven, Zacaria Labyad estreou-se apenas com 16 anos na equipa principal num jogo da Liga Europa, contra o Hamburgo.
Destaca-se por ser muito rápido e habilidoso com a bola, embora não seja fisicamente muito forte. Poderá ser um jogador importante na equipa que Ricardo Sá Pinto pretende montar para a próxima temporada, acrescentado qualidade a um sector onde já existem praticantes com provas dadas no plantel leonino.

Gélson Fernandes (Udinese-SportingCP)

Este suíço, de origem cabo-verdiana, com 26 anos, chega ao Sporting vindo de um ano a actuar na Udinese, de Itália, emprestado pelo Saint-Étienne. 
É internacional pela equipa helvética, assinou por quatro temporadas e está blindado por uma cláusula de rescisão de 25 milhões de euros.
Já teve passagens por Sion, Manchester City, Saint-Étienne, Chievo, Leicester e Udinese, joga no meio campo defensivo e é conhecido por ser um jogador com grande disponibilidade física. Terá a forte concorrência de Rinaudo na posição "6" da equipa verde e branca, onde se prevê uma grande luta pela titularidade. Um problema que Sá Pinto não se importará, com certeza, de resolver. 
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Usain Bolt: Um reinado ameaçado?




Um fenómeno! Quando corre impressiona tudo e todos com a sua incrível qualidade, sendo capaz de ganhar prova atrás de provas com uma facilidade nunca antes vista. Aliás, basta recordar a vitória nos 100 metros em Pequim 2008, em que Bolt acaba a prova já a festejar, vencendo e batendo o recorde mundial. Parece fácil...

Acontece que os Trials da Jamaica para os próximos J.O. de Londres não correram em conformidade com as ambições do velocista. De facto, Usain Bolt não está habituado a perder. Mas perdeu, e por duas vezes! O herói dá pelo nome de Yohan Blake, seu companheiro de treinos que detém como melhores marcas, 9,75 aos 100 metros e 19,24 aos 200 metros, esta última a segunda melhor de sempre, só atrás do recorde mundial de Bolt (19,19).
Nesta competição, Blake venceu os 100 metros com 9,75 contra os 9,86 e os 200 metros com 19,80, contra os 19,83 de Bolt.




Confrontado com estes resultados, Bolt mostrou-se deveras insatisfeito com a sua prestação, admitindo que não esteve ao nível que lhe pode e deve ser exigido. No entanto, salientou a qualidade do seu colega Yohan Blake, considerando que este vem treinando muito mais e melhor do que ele próprio, tendo conseguido atingir um nível capaz de colocar em risco o domínio absoluto de Bolt nas pistas. Neste ponto, podemos estabelecer um paralelismo com o que se verificou na natação, entre Michael Phelps e Ryan Lochte. Fica então o recado: os fenómenos não podem descansar porque há outros grandes atletas que não param de os perseguir e de tentar terminar com o seu reinado nas respectivas modalidades.



Ora, estes resultados ganham ainda mais impacto se considerarmos que estamos apenas a três semanas dos J.O., em que Bolt e Blake se vão defrontar na luta pelo ouro, numa prova em que o ambiente será decerto bem mais tenso do que o verificado nestes Trials.

Ainda assim, mesmo considerando este mau teste para Usain Bolt, mantemos a nossa aposta para os J.O.: Bolt campeão nos 100 e 200 metros, levando de vencida todos os seus adversários, com maior ou menor dificuldade, tal é o seu talento.
Uma coisa é certa, a Jamaica será mais uma vez a grande favorita nas estafetas de 4x100 e 4x200, tendo fortíssimas possibilidades de voltar a derrotar os EUA.

Vale a pena ver:

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Lendas do Desporto: Michael Jordan (com vídeo)

"By acclamation, Michael Jordan is the greatest basketball player of all time."

A citação, tirada do sítio da NBA, seria suficiente para se dar nota da magnitude que Michael Jordan atingiu na modalidade. Mas o leitor certamente ficará mais bem elucidado se lhe apresentarmos alguns números deste ícone do desporto mundial: foi bi-campeão olímpico pelos Estados Unidos, liderando aquela por muitos considerada a melhor equipa da história do jogo (com nomes como Magic Johnson, Larry Bird ou Karl Malone); foi eleito o most valuable player (MVP) da fase regular da por 5 vezes, e 6 vezes das finals; as suas mãos estão embelezadas com 6 anéis de campeão; esteve na equipa do ano da NBA por 10 vezes e 9 entre os cinco melhores defensores; foi bi-campeão do concurso de afundaços, o que lhe valeu a alcunha de Air Jordan; tem uma média de carreira (!) de 30,1 pontos por jogo e é dele o record de pontos num jogo de playoff (63), sendo que é também o terceiro maior marcador de sempre da competição, apenas superado por Karl Malone e Karim Abdul-Jabbar. Impressionante, não? Pena que a frieza das estatísticas acabe por "abafar" a espectacularidade do seu jogo...

Mas nem só de basquetebol se fez a carreira deste enorme desportista. Corria o ano de 1994 - já depois de ter ganho 3 campeonatos - quando o seu pai faleceu, o que o levou a tomar a decisão de abandonar a modalidade onde se evidenciou, para apostar numa carreira no basebol. Fez uma época em dois clubes de uma liga menor, e regressou à NBA e aos Chicago Bulls. E regressou a tempo de conquistar mais 3 títulos, no anos de 1996, 1997 e 1998.

No ano seguinte, anunciava a retirada que todos davam por definitiva, tal que nessa altura assumiu funções directivas nos Washington Wizards. Mas o "bichinho" do basquetebol ainda estava lá, e regressou aos pavilhões em 2001, pela equipa da capital. Deslumbrou por mais dois anos, e não é que ainda se mantém como o único jogador com 40 anos a conseguir marcar mais de 40 pontos num jogo?




O melhor é mesmo verem:



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Movimentações no Mercado (3): Futebol Internacional

Ezequiel Lavezzi (Nápoles - PSG)



O dinheiro do PSG continua a dar que falar! Desta vez conseguem garantir para as suas fileiras um excelente jogador, de créditos já bem firmados no futebol italiano. Quanto a custos, 30 milhões de euros...
Lavezzi aparece assim como uma grande referência para o sector ofensivo da equipa parisiense orientada por Ancelotti, prometendo grandes exibições e acrescentando uma enorme qualidade a uma equipa que promete lutar pelo título e não só.
Veremos em que posição será utilizado, tendo em conta que a equipa conta com Pastore para desempenhar as funções de médio ofensivo e que na frente, Kevin Gameiro parece ter a titularidade garantida. Sendo assim, Lavezzi poderá jogar na direita do ataque ou ainda como segundo avançado.
O Pé d´Atleta considera uma excelente contratação para o PSG, que continua a dar passos significativos no sentido da melhoria qualitativa do seu plantel.

Mauricio Isla (Udinese - Juventus)



O campeão italiano continua a reforçar o seu plantel com jogadores de grande qualidade. Isla é sem dúvida uma aposta acertada, até porque não terá que passar pelo tradicional período de adaptação, tendo em conta a sua vasta experiência na Serie A ao serviço da Udinese (6 épocas).
Jogador muito interessante, de apenas 24 anos, capaz de emprestar à sua equipa uma grande profundidade ofensiva. Além disso é dotado de uma qualidade técnica acima da média para a posição de ala direito.
Excelente negócio para a Juventus, por apenas 9,4 milhões de euros, numa operação a que se juntou Asamoah, este por 8 milhões de euros. No entanto, a Udinese conserva ainda 50% dos direitos desportivos destes jogadores.


Olivier Giroud (Montpellier - Arsenal)



O Arsenal parte para a nova época com uma forte aposta no seu sector ofensivo, tendo assegurado o melhor marcador do campeonato francês, com 21 golos ao serviço do Montpellier. Para isso tiveram de pagar um valor de aproximadamente 15 milhões de euros, bastante aceitável para um jogador da valia de Giroud, um internacional francês, que marcou presença no Euro 2012 e tem apenas 25 anos.
Tudo aponta para que consigam manter Van Persie, além de já terem contratado Podolski. Já para não falar em Gervinho e Walcott... Grande ataque que os londrinos vão apresentar!
Quanto a nós, boa contratação do Arsenal, que garante mais uma opção de grande qualidade, que se poderá assumir de grande importância se tivermos em conta a "dureza" do calendário inglês.
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Ténis: Wimbledon a chegar à fase decisiva

Entramos na semana decisiva da etapa britânica do Grand Slam. 

No quadro masculino, Roger Federer acusou alguns problemas físicos frente ao belga Xavier Malisse no encontro dos oitavos de final. Não obstante, a fibra de campeão permitiu-lhe seguir para os quartos com mais um record no bolso (33ª qualificação consecutiva para os quartos de final de provas de Grand Slam), naquela que foi a sua 850º vitória na carreira. Já no encontro contra Julien Benneteau, na terceira ronda, esteve perto da eliminação, dando dois sets de avanço ao francês para, de seguida, conseguir uma excelente reviravolta. O suíço encontrará agora Mikhail Youzhny, perspectivando-se mais um intenso duelo com Novak Djokovic nas meias finais. O sérvio ultrapassou nos oitavos o seu compatriota Viktor Troicki, "passeando-se" em três sets. Precisará agora de bater um Florian Mayer a atravessar excelente momento de forma, facto comprovado pela sólida vitória sobre Richard Gasquet.

Na metade inferior do quadro, Ian Murray tem boas hipóteses de dar uma alegria ao seu público com a presença na final do próximo Domingo. Porquê? Porque o seu concorrente mais directo, Rafael Nadal, caiu inesperadamente diante de Lukas Rozol, logo na segunda ronda. Terá pela frente David Ferrer, oponente com capacidade para proporcionar uma pequena surpresa e que vem embalado depois da vitória sobre Del Potro. Philipp Kohlschreiber despachou em três sets o norte-americano Brian Baker, disputando com Jo-Wilfried Tsonga o acesso ao final four. Tsonga é o favorito, mas o germânico tem evidenciado segurança no seu jogo, ainda que contra adversários pouco cotados.

No lado feminino a contenda já se encontra nas meias-finais. Maria Sharapova foi derrotada por Sabine Lisicki nos oitavos de final, pelo que deverá perder a sua liderança no ranking WTA. Viktoria Azarenka deverá ocupar o seu lugar no topo; para chegar à final será obrigada a vencer a veterana Serena Williams, que se apresentou ao seu melhor nível nos quartos de final frente a Petra Kvitova. Na outra partida, Angelique Kerber medirá forças com Agnieszka Radwanska.

Aceitam-se apostas para o desfecho desta competição, até agora bastante fértil em surpresas... 
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Helsínquia 2012 - Campeonatos Europeus de Atletismo - Resumo

Agora que terminou mais uma edição dos campeonatos europeus de atletismo, o Pé d'Atleta analisa o que de mais relevante aconteceu nesta prova que, ocorrendo a cerca de um mês do início dos Jogos Olímpicos, pode dar muitas indicações acerca do que acontecerá em Londres, de 27 de Julho a 12 de Agosto.

Na prova dos 100 metros masculinos, Christophe Lemaitre revalidou o título, com o tempo de 10,09 segundos, seguido de outro francês, Jimmy Vicaut, a apenas 3 centésimos de segundo. Na prova feminina, o título ficou na posse da búlgara Iveta Lalova.

Na final que se disputou de seguida, os 5.000 metros femininos, Sara Moreira esteve perto de garantir a primeira medalha de ouro para Portugal. No entanto, nos últimos 100 metros, perdeu duas posições, garantindo o bronze, atrás da russa Olga Golovkina e da ucraniana Lyudmyla Kovalenko.

No salto em comprimento feminino, que Naide Gomes falhou por lesão, triunfou a jovem gaulesa Elodie Lesueur de 24 anos, com um salto de 6,81 metros. O título de salto em altura feminino foi arrecadado pela atleta espanhola Ruth Beitia.


Vitezslav Vesely, atleta checo, sagrou-se campeão no lançamento do dardo (83,72 metros), ao passo que o alemão Pascal Behrenbruch (8.558 pontos) é o novo campeão europeu do decatlo.


No lançamento do peso masculino, prova em que o português Marco Fortes foi 5º classificado, o pódio foi composto pelo alemão David Stort, que revalidou o título, o holandês Rutger Smith e o sérvio Asmir Kolasinac.

A prova de triplo salto feminina trouxe a segunda medalha para as cores lusas. Patrícia Mamona ficou com a medalha de prata, a que se juntou a obtenção de um novo recorde nacional (14,52m), logo atrás de Olha Saladuha.

A Turquia deu um ar da sua graça no quarto dia destes Europeus. Ouro nos 3.000 metros obstáculos para Gulkan Mingir, nos 100 metros barreiras femininos para Nevit Yanit e nos 10.000 metros masculinos para Polar Arikan.

Os 200 metros masculinos trouxeram uma vitória holandesa, por Churandy Martina, enquanto o triplo salto masculino viu sagrar-se um novo campeão, o italiano Fabrizio Donato.

No sector dos lançamentos, vitória para o alemão Robert Harting no disco e do húngaro Krztian Parks no martelo.


O último dia dos Europeus de Helsínquia trouxe duas boas notícias para a comitiva portuguesa. João Almeida bateu o recorde nacional dos 110m barreiras e conseguiu os mínimos "B" para os Jogos Olímpicos. Por sua vez, Dulce Félix sagrou-se campeã europeia dos 10.000 metros, fazendo, finalmente, ecoar "A Portuguesa" no Estádio Olímpico da capital finlandesa.

São estes os resultados que o Pé d'Atleta entendeu merecerem um maior destaque, quer pelos intervenientes quer pelos motivos de interesse que podem criar para os Jogos Olímpicos 2012.

No que à prestação portuguesa diz respeito, os responsáveis lusos fizeram um balanço bastante positivo. A pontuação alcançada por Portugal é a melhor de sempre considerando apenas as provas de pista: antes, o melhor era de 37 pontos em Helsínquia’94 e 34 pontos em Budapeste’98 e Barcelona2010.
Em resumo, Portugal conseguiu três atletas medalhados, nove posições de finalista (8 primeiros) e seis de semi-finalista (16 primeiros). Salientam-se ainda os mínimos olímpicos de João Almeida nos 110 metros barreiras e os três recordes nacionais alcançados, pelo mesmo atleta e ainda por Vera Barbosa (400 barreiras) e Patrícia Mamona (triplo).
Veremos quais os resultados que serão obtidos nos Jogos Olímpicos, sabendo de antemão que não há comparação possível entre as duas competições, pela quantidade e qualidade dos atletas não-europeus participantes nas Olimpíadas. No entanto, esta participação portuguesa parece abrir boas perspectivas para o que aí vem.

O Pé d'Atleta quer saber a opinião dos seus leitores, em relação a estes Europeus, mas também já numa perspectiva de antevisão dos Jogos Olímpicos.
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Natação EUA: Trials para os J.O. - Análise Final

A natação mundial assistiu a mais um final dos trials dos EUA para os J.O. de Londres, realizados nas instalações CenturyLink Center em Omaha, Nebraska. E que nível!
Esta competição, usual em países com um grande número de atletas capazes de cumprir os mínimos olímpicos, tem o objectivo de seleccionar aqueles que farão parte da equipa final, sendo que apenas os dois primeiros classificados de cada prova asseguram passaporte para Londres. Por isto, muitos são os nadadores que, embora alcancem marcas da mais alta valia, se quedam fora da competição que tanto ambicionam.

Como grande atracção, os trials ofereceram-nos enormes duelos entre a maior estrela da natação mundial, Michael Phelps, e o seu eterno perseguidor, Ryan Lochte. Neste particular, os dois nadadores estiveram em confronto directo nas provas de 100 mariposa, 200 livres, 200 e 400 estilos, com disputas acesas pela vitória, principalmente nas de estilos.
E a verdade é que Phelps, dominador da modalidade nos últimos anos, uma verdadeira lenda viva, aparecia nesta competição, algo "atrasado" na preparação para os J.O., relativamente a Lochte. Aliás, ele próprio afirmou que teria que treinar em dose extra nesta recta final, tendo em conta que Lochte se vem apresentando numa forma verdadeiramente fantástica, colocando em causa o domínio do gigante de Baltimore, tendo-lhe inclusivamente "roubado" o recorde mundial dos 200 estilos!


Ainda assim, Phelps mostrou que não é de qualquer forma que o conseguem vencer e, dos 4 duelos particulares com Lochte, perdeu apenas 1, os 400 estilos. No entanto, diga-se que Lochte teve também brilhantes prestações, vencendo os 400 estilos a Phelps e ainda a prova de 200 costas. Enfim, dois nadadores de outro mundo, que conseguem constantemente realizar marcas inatingíveis para qualquer outro nadador, ao que juntam uma incrível capacidade de recuperação entre provas, o que lhes permite lutar por um tão elevado número de medalhas.

Qualificado para 5 provas individuais, Phelps poderia repetir a proeza de 2008 e lutar pela conquista de 8 medalhas de ouro. No entanto, já comunicou que "só" irá participar em 4 provas individuais, às que acrescem as 3 estafetas, num total de 7. Quanto a nós, esta opção justifica-se pelas seguintes razões: 
1º Phelps vai jogar pelo seguro e só quererá nadar provas para o ouro, dando preferência a estilos e mariposa;
2º O facto de não disputar as 8 provas vai-lhe retirar a pressão mediática de ter de voltar a conquistar 8 medalhas de ouro;
3º A retirada de uma prova, embora possa parecer pouco, representa uma diferença siginificativa no desgaste do atleta durante a competição, em que teria que nadar eliminatórias, meias finais e final. Assim, conseguirá uma melhor recuperação, para que possa lutar pela vitória nas 7 que irá nadar.

Quanto aos restantes, algumas surpresas, como Natalie Coughlin, campeã olímpica e mundial dos 100 costas, que não se conseguiu apurar.
Missy Franklin e Rachel Bootsama levaram a melhor, alcançando as marcas de 58.85 e 59.49, respectivamente, contra os 1.00.06 de Coughlin.
Dana Torres, nadadora de 45 anos, detentora de 12 medalhas olímpicas que procurava qualificar-se para os seus sextos J.O. (começou em L.A. 1984), não conseguiu garantir lugar na poderosa equipa norte americana na prova dos 50 livres, pese embora a elevada valia da sua marca (24.82). Assim, esta prova ficará entregue às nadadoras Jessica Hardy, brucista que se dedicou também a esta disciplina, e Kara Lynn Joyce, com 24.50 e 24.73, respectivamente.
Relativamente a Jessica Hardy, diga-se que nem tudo lhe sorriu. A nadadora recordista mundial dos 100 bruços viu-se afastada desta prova, tendo sido superada por Breeja Larson e Rebecca Soni (campeã mundial em título), com 1.05.92 e 1.05.99, respectivamente, contra os 1.06.53 de Hardy. Só mesmo nos EUA existem recordistas mundiais fora dos J.O.!

No sector masculino, Matt Grevers, medalha de prata em 2008, venceu os 100 costas e garantiu presença em Londres, tal como Cullen Jones, que venceu os 50 livres em 21.59, prova em que Nathan Adrian, vencedor dos 100 livres, se teve de contentar com o terceiro posto.
Destaque para Peter Vanderkaay, que venceu os 400 livres em 3.47.67 e assegurou mais uma participação olímpica.

No geral, esta foi uma competição em que mais uma vez ficou demonstrado o grande poderio dos EUA na modalidade. De facto, se atentarmos não só aos qualificados mas também ao nível geral dos nadadores ficamos impressionados. Por exemplo na prova dos 100 livres masculinos, 70 nadadores nadaram em 50 segundos ou menos! Nem é preciso dizer mais nada...


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André Villas Boas novo técnico do Tottenham!


O português André Villas Boas foi esta tarde confirmado como novo treinador dos ingleses do Tottenham, sucedendo assim a Harry Redknapp. É o corolário esperado de uma novela que já se vinha arrastando há algum tempo, e que pelo meio ainda viu entrar em cena nomes como Laurent Blanc.


Na nossa opinião esta pode ser uma grande oportunidade para o técnico luso voltar a exibir as suas credenciais. Ao contrário do Chelsea, em que o balneário acabou por "minar" a sua competência e as suas ideias (o que ficou provado pelas vitória na Liga dos Campeões e na Taça de Inglaterra), o Tottenham tem um balneário ambicioso e sedento das conquistas que não tem logrado concretizar; depois, o plantel apresenta imensa qualidade e profundidade - Van der Vaart, Modric, Bale são alguns dos exemplos disso mesmo; por fim, o Tottenham é uma equipa que tem vindo a ser trabalhada por Harry Redknapp, ou seja, não é uma equipa totalmente "à inglesa" - o técnico britânico procurou sempre dar à equipa uma filosofia de jogo apoiado, o que poderá facilitar a vida a Villas Boas.



O portuense, que já passou por Académica, FC Porto e Chelsea, terá certamente aprendido com a sua (má) experiência em Stamford Bridge, e estará motivado a provocar um dissabor ao seu antigo clube, muito mais agora que assume o comando de um rival. Terá uma oportunidade de ouro para voltar a erguer o troféu da Liga Europa, prova em que os londrinos partem, à partida para a competição, como um dos grandes favoritos à vitória. No campeonato, tendo em conta a quantidade e qualidade dos rivais,  Villas Boas poderá contar com alguma margem de erro, e talvez tenha "crédito" para mais do que uma época ao serviço dos spurs.


Será desta que André Villas Boas se vai afirmar, na Premierleague, como sucessor de José Mourinho? Conseguirá o português levar o Tottenham à conquista da 2ª maior prova de clubes da UEFA? E o título, está ao alcance da equipa londrina?
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Movimentações no Mercado (2): Futebol Internacional


Lukas Podolski (Colónia - Arsenal)

Que grande reforço para Arsène Wenger! O avançado alemão, que já passou pelo Bayern, dá finalmente o salto para um grande do futebol europeu. Irá com toda a certeza fazer estragos na companhia de Van Persie, Giroud (que também é reforço dos gunners), Gervinho e Walcott. Pode alinhar na esquerda, no sistema habitual de 3 avançados usado pelo técnico francês, ou jogar nas costas de um homem mais fixo. Possui caracterísitcas que o podem tornar num caso sério no futebol inglês, visto que alia potência e técnica de forma invulgar.


Marco Reus (B. Moenchengladbach - Borussia de Dortmund)

Já aqui demos nota da saída de Shinji Kagawa do campeão alemão para o Manchester United. Se é um facto que a saída do japonês representa uma grande perda para o conjunto de Jürgen Klopp, a verdade é que o clube soube proteger-se dela da melhor maneira, adquirindo nada mais nada menos que o melhor jogador da última Bundesliga: Marco Reus. O internacional alemão, que deu um ar da sua graça no último Euro, é dotado de um potencial tremendo. Rápido e tecnicista, o jogador que agora alinhará pelos bi-campeões em título também se destaca pela sua capacidade finalizadora. Juntamente com Götze, Gündogan, Hummels, Schmelzer e Lewandowski (se não sair), pode ser um caso sério na próxima edição da Liga dos Campeões!


Xherdan Shaqiri (FC Basel - Bayern Munique)
A Bundesliga já é um dos campeonatos mais entusiasmantes da actualidade, e o que é facto é que a cada ano os clubes germânicos conseguem atrair melhores jogadores para as suas fileiras. E o Bayern não enjeitou a possibilidade de, a bom preço (12M €), contratar um dos jogadores mais promissores do futebol europeu e, simultaneamente, conseguir uma alternativa perfeitamente válida a Robben e Ribery. O esquerdino é um jogador de enorme qualidade técnica, é rápido, e junta a isso já bastante experiência internacional: já é internacional A pela Suiça e já participou na Liga dos Campeões, pelo que deverá adaptar-se com alguma facilidade ao ambiente da Allianz Arena.
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