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sábado, 16 de junho de 2012

Grupo A: Rússia 0-1 Grécia



Jogo de último suspiro para a equipa da Grécia, necessitada de uma vitória para poder eventualmente alcançar o tão desejado apuramento. Para isso, Fernando Santos, sabendo de antemão que não teria armas para lutar de igual para igual com a armada russa, enfrentou o jogo no melhor estilo grego, isto é, boa concentração na defesa e tentativa de saídas rápidas para o ataque, aproveitando um possível erro do adversário. Na frente, Samaras fez uso da sua imponente estrutura física para segurar jogo no meio ou para abrir espaços nos corredores.

Já a Rússia, com uma equipa bastante completa e talentosa em todos os sectores, começou o jogo com o domínio que seria esperado, terminando a primeira parte com uma posse de bola de aproximadamente 60%. Para isto, muito contribui o excelente entrosamento dos jogadores do Zenit, a quem juntamos Dzagoev (CSKA), um jovem de 22 anos que muito promete no futebol europeu de mais alto nível.
Ora, a Rússia, em toda a primeira parte, só permitiu à Grécia dois remates. O  problema é exactamente o tal estilo grego que acima falámos...Dois remates, um golo, por intermédio do experiente Karagounis ao minuto 45, a melhor altura para marcar. Resultado injusto ao intervalo mas a verdade é que a Grécia vencia aquela que seria considerada a melhor equipa do Grupo A. Além disso, justiça no futebol pouco significado tem, ou não fosse a selecção grega a que derrotou Portugal na final do Euro 2004, praticando um futebol sustentado na "política do autocarro".

Na segunda parte, uma Grécia mais confortável no jogo, muitíssimo aplicada nos processos defensivos, com Samaras a funcionar como veículo de transporte de bola para o ataque. E de facto, a primeira grande oportunidade de golo da segunda parte pertenceu à Grécia, por intermédio de Gekas, após excelente jogada de Torosidis. Jogo completamente controlado pela Grécia, com a Rússia a ter muita bola mas sem possibilidades para criar oportunidades de golo.
Fernando Santos percebeu isso mesmo e aos 63 minutos retirou Gekas para colocar Holebas, como uma espécie de segundo lateral esquerdo. Iniciavam-se assim os trabalhos defensivos finais por parte da Grécia, preparando-se para uma última meia hora de bombardeamentos russos.

E a Rússia bem tentou penetrar a defensiva grega, no entanto, o despero cada vez era maior, e os jogadores começaram a jogar mais com o coração do que com a cabeça. A melhor oportunidade terá sido o cabeceamento de Dzagoev ao minuto 83, após cruzamento do capitão Arshavin.

O jogo assim continuou até que chegou o final, um final completamente inesperado, com a Rússia fora do Euro 2012, a cair aos pés de uma Grécia inteligente, tacticamente bem organizada e acima de tudo com um grande espírito de união e sacrifício entre os jogadores.

Mera curiosidade: 25 remates para a Rússia, 5 para a Grécia...Dá que pensar...

Fim de contas: Grécia e República Checa apuradas, Rússia e Polónia eliminadas.

Parabéns a Fernando Santos que conseguiu fazer aquilo que já parecia impossível!


3 comentários:

Anónimo disse...

Podem-me explicar como é que Rússia ficou de fora? Têm os mesmos pontos que a Grécia e mais golos marcados. Pergunto isto devido às complicadas contas do grupo de Portugal, que mesmo ganhando podia ficar de fora.
Quais são os critérios?
Obrigado.

18 de junho de 2012 às 10:35
Pé d'Atleta disse...

Neste caso, as contas são simples: vale o confronto directo, que é o primeiro critério de desempate. No caso de Portugal as contas eram complicadas porque, no caso de empate entre 3 equipas, teria que se fazer um desempate recorrendo aos resultados entre essas 3 equipas e, numa primeira fase, "excluir-se" a 4ª equipa do grupo. Ou seja, se Portugal tivesse ficado empatado com 3 pontos com Holanda e Dinamarca, ter-se-iam excluído os resultados das 3 equipas com a Alemanha; se Portugal tivesse ficado com os mesmos pontos de Dinamarca e Alemanha, ter-se-iam excluído os resultados com a Holanda. E depois teriam que entrar golos, etc, etc

18 de junho de 2012 às 11:58
Anónimo disse...

Obrigado.
Felizmente as nossas contas foram bem mais simples!

18 de junho de 2012 às 15:25

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